O Analfabetismo Funcional, Um Problema Real por Maiza Feledy

Quando ouvimos falar de analfabeto funcional pensamos em alguém que não estudou ou estudou pouquíssimo. Entretanto, não é bem assim, pois analfabeto funcional é a pessoa que aprendeu a ler, escrever e, em muitos casos, chegou até mesmo a concluir um curso superior, porém, não entende bem o que lê e, consequentemente, não consegue interpretar da maneira correta, ainda que os textos sejam curtos e fáceis. Esta dificuldade se estende também a cálculos matemáticos. No Brasil, calcula-se que, cerca de 78% das pessoas sejam analfabetos funcionais. Este número é assustador e não se trata de uma realidade presente somente nas classes C ou D, mas atinge também as classes A e B. O problema do analfabetismo funcional não está ligado somente à falta de estudo, mas principalmente a dificuldade do indivíduo em admitir que precisa se dedicar mais à busca do conhecimento, ao aprimoramento de suas habilidades e ao desejo de vislumbrar um futuro, onde as pessoas não sejam tão dependentes e acomodadas. Em nossa cultura há uma carência de mentes críticas, que não aceitem pensamentos prontos.
Caro leitor (a), a intenção deste artigo não é criticar as pessoas, mas gerar nas mesmas uma reflexão sobre este assunto. O analfabetismo funcional impede o crescimento do indivíduo na vida pessoal, estudantil, profissional e, principalmente, na vida espiritual. Não podemos aceitar com naturalidade tal situação. A dificuldade na interpretação de textos, resolução de cálculos, redação, o desinteresse pela leitura, a falta de habilidade para compreender protocolos (esta característica deve-se a dificuldade de interpretação de textos), dentre outras são características do analfabeto funcional, porém, elas são totalmente reversíveis. Contudo, é necessária uma renovação, não só na mente de cada pessoa, mas também em todo sistema educacional. Sugiro que você medite no texto de Romanos 12:2, “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de D’us.”
O problema do analfabetismo funcional é mais sério do que parece e não tem recebido a devida atenção. Quantas pessoas até hoje nunca ouviram falar sobre este assunto e ainda correm o risco de não ouvir, sabe por quê? Porque não se interessam pela leitura nem pelo conhecimento. Embora tenham acesso à internet, jamais navegaram por sites sobre a educação, história, conhecimentos gerais. Procuram apenas entretenimento, obscenidade, fofocas a respeito de artistas da televisão, etc. Se nossa mente não for renovada assistiremos a cada dia aumentar o número de analfabetos funcionais em nossa nação. Em casa, no trabalho, na escola, na igreja, enfim, onde estivermos é necessário buscar conhecimento, melhorar nosso entendimento sobre todos os assuntos, não podemos ser limitados. Pessoas limitadas são presas fáceis para enganadores, mentirosos, corruptos, ladrões, etc.
Desejo que o leitor deste artigo seja despertado para a gravidade desta realidade e, a partir desta leitura, sinta o desejo de melhorar seu entendimento, buscar novos conhecimentos, aprimorar suas habilidades e desenvolver mais e mais seu potencial. Talvez, não possamos melhorar 100% em apenas um dia, mas com certeza podemos melhorar 1% a cada dia.
(Na próxima edição falaremos sobre o analfabetismo funcional na Igreja de Cristo)

Maiza Feledy – Capelã, Teóloga, Professora e Coordenadora do Depto de Convalidação de Créditos Junto ao MEC do Instituto de Teologia e Educação Escola de Profetas, ITEEP.

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